segunda-feira, 13 de outubro de 2014

TRE PEDE REFORÇO DA FORÇA NACIONAL PARA O 2º TURNO DAS ELEIÇÕES NO CEARÁ

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará solicitou nesta segunda-feira (13) a presença da Força Nacional no Ceará durante as eleições do segundo turno, em 26 de outubro. O pedido foi feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso o reforço seja atendido, a Força Nacional deverá atuar De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a presença de tropas federais seria necessária nas cidades de Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba, além da capital cearense.
A partir deste pedido do MPE, a presidente do TRE-CE, desembargadora Iracema do Vale, enviará ofício ao Governador do Ceará, Cid Gomes, para que ele se manifeste sobre a necessidade do reforço de tropas federais “para garantir a lisura e a segurança do pleito”.
O pedido foi feito após o governador Cid Gomes ter apontado a presença de milícias policiais facilitando um esquema de crimes eleitorais.
Após a votação no primeiro turno, em 5 de outubro, o governador do Ceará, Cid Gomes, havia citado uso de uma suposta milícia, comandada por políticos apoiadores de Eunício Oliveira (PMDB). Eunício Oliveira disputa o cargo de governador no segundo turno com Camilo Santana (PT), apoiado por Cid Gomes. Ainda em 5 de outubro, Eunício havia denunciado Cid por suposto uso da máquina pública a favor de Camilo Santana. Os dois negam as acusações de irregularidades.
“Tem-se portanto manifesto temor de que venha a ocorrer o cerceamento ao regular exercício das atividades policiais afetas à Polícia Militar. Bem como que novamente seja posta em prática a esdrúxula medida de fixar as viaturas em pontos base e somente permitir que ingressem em circulação a partir do que for determinado pelos órgãos de segurança pública. Por outro lado, tem-se situação de notório acirramento de ânimos considerando o engajamento em campanha eleitoral do candidato Capitão Wagner, candidato mais votado ao cargo de Deputado Estadual, opositor do grupo político liderado pelo Governador Cid Ferreira Gomes”, registra o procurador Rômulo Conrado.



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