quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AUDIÊNCIA NA AL APONTA SAÍDAS PARA RESOLVER ACIDENTES DE BUGGY EM CAUCAIA

As comissões de Viação, Transporte e Desenvolvimento Urbano e da Indústria, Comércio, Turismo e Serviços realizou, na tarde desta quarta-feira (14/12), audiência pública para debater a questão dos acidentes envolvendo buggys na praia do Cumbuco, no município de Caucaia. Conforme a deputada Inês Arruda (PMDB), que requereu o debate, a audiência é uma solicitação de duas cooperativas locais, que dividem as atividades de “buggy-turismo” na cidade.

De acordo com a parlamentar, membros das associações têm culpado os veículos não credenciados pelos acidentes, visto que realizam o serviço de maneira imprópria, não respeitando as medidas de segurança impostas pelas duas cooperativas.

O representante do Ministério Público, promotor Lucídio Queiroz, alertou que a questão dos acidentes tem muito mais a ver com a legalidade do serviço oferecido. Segundo ele, todos os buggys, independente de pertencer ou não a alguma cooperativa, estão irregulares, por não cumprir nenhuma das exigências estabelecidas por lei.
De acordo com ele, será realizado um estudo técnico na região, para verificar a demanda de veículos e sua regularização. O objetivo é apresentar medidas para que os mesmos se regularizem.
Já o procurador Francisco Maia Pinho ressaltou que a grande quantidade de veículos “piratas” existe porque o serviço é oferecido exclusivamente pelas duas cooperativas: a Cearense dos Proprietários e Condutores de Veículos para Passeios Turísticos e a dos Proprietários de Buggys do Cumbuco e Áreas Circunvizinhas. “O passeio nas dunas é uma das atividades turísticas da região e gera renda. Então, nada mais justo que outras pessoas também possam explorar essa atividade”, argumentou.
Quanto à fiscalização de irregularidades, a representante do Detran, Lorena Moreira, informou que na região das Dunas essa vistoria é de competência da Prefeitura de Caucaia. O secretário de Trânsito de Caucaia, Antônio Gonzaga Moreira, por sua vez, afirmou que a fiscalização existe e, nos períodos de alta estação, é reforçada. “Mas infelizmente não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo e o tempo inteiro”, frisou.
Diversos integrantes das cooperativas sugeriram que uma alternativa seria a fiscalização permanente, com guardas ou blitz, para deter a atuação de piratas.
Participaram ainda do debate representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), da Polícia Militar, e membros das cooperativas locais.

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