sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MÉDICOS REIVINDICAM PLANO DE CARGOS, CARREIRA E SALÁRIO EM CAUCAIA.

Caucaia. O primeiro dia de deflagração da greve dos médicos municipais começou logo cedo, por volta das 7h de ontem, e causou transtornos à população deste Município. Algumas pessoas tiveram de retornar para casa sem receber atendimento médico.
Segundo o diretor-geral, Marcelo Vidal, houve um problema pontual na área de Pediatria.
Porém, conforme os pacientes e próprios funcionários do hospital (que não quiseram se identificar) o atendimento não estava sendo feito como nos outros dias. "Hoje, está muito diferente. Não é só médico que está faltando. Também não tem assistente social nem enfermeira", reclamou o garçom Lucélio Martins, que aguardava atendimento dentro do hospital. "É complicado. Estava marcado para hoje eu pegar os documentos para dar entrada no Dpvat. Mas, até agora, ninguém apareceu. Estou esperando há mais de três horas", desabafou o vendedor Lucenilson Nobre.
Outro local que paralisou parcialmente as atividades foi o Hospital e Maternidade Santa Terezinha, na Jurema, em Caucaia. Lá, as dificuldades de atendimento foram maiores no horário mais crítico: na mudança de plantão, no início do dia.

Os representantes dos médicos estiveram na Câmara Municipal ontem pela manhã. Eles tiveram acesso à cópia do PCCS. Segundo o presidente do Sindicato do Médicos do Estado do Ceará (Simec), José Maria Pontes, há alguns pontos no documento que não estão sendo cumpridos de acordo com o que ficou acertado nas reuniões anteriores de elaboração do plano. O pagamento do reajuste retroativo referente a maio é um dos tópicos. "Vamos conversar com a categoria, que vai decidir. O salário base atual de um médico em Caucaia é de apenas R$ 600. Isso é um absurdo", comentou.
Ele confirmou que a greve começou realmente ontem. "A Prefeitura está orientando os funcionários a dizer que não existe greve. Só que mais de 100 médicos já aderiram ao movimento. Não são apenas os concursados que estão participando, os temporários também", afirmou. Segundo ele, os médicos estão cumprindo o horário normal de trabalho, porém só estão se dedicando aos casos mais graves.

"Consultas e cirurgias eletivas (sem caráter de emergência) estão suspensas por tempo indeterminado", disse ele.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=852076

Nenhum comentário: