sábado, 17 de outubro de 2009

POEMA DE GRATIÃO - PARA REFLETIR NO FINAL DE SEMANA

Poema da Gratidão
(Pelo Espírito Amélia Rodrigues, Psicografia de Divaldo Pereira Franco)

Senhor!
Como eu gostaria de dizer-te que amo a vida
Que para mim é bela e é consentida,
Deixa-me agradecer-Te a honra de viver.
Muito obrigado, então,
Pelo que me destes, pelo que me dás, pelo ar, pelo pão, pela paz.

Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil,
E se detém na terra verde, salpicada de flores, em tonalidades mil.

Muito obrigado, Senhor,
Porque eu posso ver meu amor!
Mas, diante da minha visão eu detecto os cegos
Que se debatem na escuridão, que tropeçam na multidão, que andam da solidão.
Por eles eu oro e a te eu imploro, comiseração.
Porque eu sei que depois desta lida,
Na outra vida, eles também enxergarão.

Muito obrigado Senhor,
Pelos ouvidos meus,
Que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem
O tamborilar da chuva no telheiro.
A melodia do vento nos ramos do salgueiro.
As lágrimas que choram pelos olhos do mundo inteiro.
Ouvidos que ouvem,
A música do povo, que desce do morro, na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que agente ouve uma vez e não esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro. E a dor que chora e que geme, no coração do mundo inteiro.
Pela minha faculdade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir.
Eu sei, que depois desta dor,
No teu reino de amor, eles escutarão.

Obrigado também pela minha voz.
Mas também pela voz que ama,
Que canta,
Que ensina,
Que alfabetiza, que ilumina;
Que tauteia uma canção.
Pela voz que o Teu nome prefere com sentida emoção.
Pela minha faculdade de falar,
Deixa-me por aqueles que não podem enunciar,
O teu reino suplicar ajuda
Aqueles que padecem de afazia
Os que não cantam de noite, os que não falam de dia.
Eu sei, que depois desta prova, na vida nova, eles também cantarão.

Obrigado pelas minhas mãos!
Pelas mãos que aram,
Que semeiam,
Mãos que agasalham.
Mãos do amor. Mãos de ternura.
Mãos que libertam da amargura.
Mãos que apertam mãos.
Mãos de caridade, mãos de solidariedade, mãos de psicografias,
Mãos de sinfonias, mãos de cirurgias, mãos de poesias,
Pelas Mãos...
Que atendem a velhice, a dor, o desamor,
Que agasalham no seio um filho de um corpo alheio sem receio.

E pelos pés que me levam a andar
Sem reclamar.
Muito obrigado Senhor, porque eu posso caminhar!
Diante do meu corpo perfeito, eu te quero louvar.
Porque eu vejo na terra aleijados, infelizes,
Marcados, amputados, paralisados,
Desesperados,
E eu posso andar!
Eu rogo por eles.
Eu sei que depois desta expiação,
Na outra reencarnação, eles também caminharão.

Muito obrigado, por fim, pelo meu lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se é uma mansão, ou uma favela,
Se é um grabato de dor, um bangalô, um ninho;
Uma casa de amor, seja lá o que for.
Mas é importante que dentro dele
Existia a figura do amor
Do amor de mãe, ou de pai, de mulher ou de marido, de filho ou de irmão.
A presença de um amigo!
Alguém que nos dê a mão.
Pelo menos a companhia de um cão,
Porque é muito triste viver na solidão.

Mas, se eu a ninguém tiver para me amar,
Nem um teto para me agasalhar, uma cama para repousar,
Nem ai, reclamarei, nem maldirei, pelo contrário, cantarei!
Porque eu Te tenho em mim
E Te quero dizer – Obrigado, Senhor, porque eu nasci.
Muito obrigado porque creio em Ti.
Pelo Teu amor!
Obrigado, Senhor.
(Na foto vemos o jornalista Edilson Alves e Divaldo Franco - O maior orador espírita do Brasil).

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